Pragmático por Átila Lima

Pragmático…

Chegamos a uma nova era na história humana…
Um novo ser surgiu…
Uma nova espécie em construção, um novo cheio de velho…
Chegamos à era do homo pragmaticus
Um ser, típico de seu tempo…
O tempo das respostas rápidas, ações imediatas e sem muita reflexão…
O homo pragmaticus, tem seu despontar no pragmatismo do circulo de Viena, da
necessidade de uma linguagem exata e sem contradições, a necessidade da linguagem
matemática e dos modelos como a lógica de responder rapidamente o despontar das
necessidades do capital pós-50 tentando ocultar suas contradições…
Perpassando uma lógica que vai do grande gênio lógico-positivista Wittgestein ao
grande Carnap, e ao defensor árduo do capitalismo e anti-comunista Karl Popper e sua
pseudo-neutralidade científica…A filosofia pragmática neo-positivista ganha força…
Apesar de negar a filosofia, o pragmático, reproduz uma forma de filosofia
cotidianamente… A filosofia do responda rápido, mostre os resultados, seja imediato,
não pense em totalidade, pois o capital necessita de respostas rápidas para realização de
suas necessidades…
Em busca de respostas rápidas, criam-se seres que não querem resolver os problemas em
seu radical, na raiz das questões, mas somente em reformas parciais e imediatas que só
fazem aumentar o problema…
A sociedade do homo pragmáticus cria doenças para vender no mercado, armas de
destruição em massa, profissionais para o lucro e não para a vida humana…
Privatizam as riquezas coletivas e o que de melhor foi criado pela humanidade, socializando a barbárie, a desgraça generalizada, enquanto se escondem atrás de muros e grades de condomínio fechados…
O ser pragmático produz frutas e verduras suculentas de veneno para nossas mesas
(como diz o grande amigo e professor Jucier, aproximam Hiroshima, Chernobyl e Auschwitz de nosso prato, de nossas casas, culinária do extermínio), criam e jogam nuvens de veneno pulverizando vidas, poluindo os lençóis freáticos, destroem brutalmente o ambiente, poluindo rios, destruindo florestas…criamos o apocalíptico ser pragmático que tem o papel fundamental de praticar o pragmatismo a qualquer custo… assim o pragmático pode se transformar em um ser perigoso, pois em nome do pragmatismo do capital pode assumir posturas totalitárias, apesar de não perceber isso.
Na busca de responder tudo rápido, o homo pragmaticus, ignora a contradição real,
colocando-a entre parênteses e no lugar cria um modelo apriorístico da realidade e ali
tenta a encaixar…
Dessa forma, o pragmático antecipa idealmente a realidade e projeta o mundo a partir de
seu modelo criado na mente…
Assim, o pragmático, antecipadamente projeta a vida dos filhos, a realidade econômica, política, o lazer, as análises de mundo e se coloca como vanguarda do novo…
Mas a vida, teimosamente foge aos modelos, frustrando o controle, frustrando “o
admirável mundo novo”, criando doenças psíquicas nos que acham que a realidade é
apenas um modelo, ou uma interpretação subjetiva da mesma…
Por isso, contra o homo pragmaticus, Shakespeare, poesia, vida… Pois conforme
Shakespeare “enquanto houver um louco, um poeta e um amante, haverá sonho, amor e
fantasia. E enquanto houver sonho, amor e fantasia, haverá esperança”…

Átila Lima

 

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