Greve confirmada em 28

CAM06479A assembleia dos professores da Univasf reunida nesta segunda-feira (24/4) à tarde no campus Juazeiro (sala NT 29) confirmou por unanimidade a adesão à greve geral nacional dos trabalhadores do dia 28/4, sexta-feira.

Como orientações para a greve na sexta, definiu-se por: a) propor à reitoria e ao Conselho Universitário da Univasf a suspensão da reunião de 28/4, bem como a suspensão do dia letivo – dadas as dificuldades de deslocamento com a paralisação dos transportes públicos; b) concentração de professores em cada campus a partir das 8h da manhã para integração em torno de 9h/9h30 às manifestações que ocorrerão em cada cidade, junto aos sindicatos e movimentos sociais locais; c) construção de uma programação pelos comandos locais docentes de cada campus para atividades dentro ou fora da universidade nos demais turnos (rodas de conversa, oficinas, saraus, filmes, etc).

Com relação à pauta da expansão, houve consenso quanto à pertinência da criação de mais cursos e vagas, mas de modo planejado, orgânico, negociado com a comunidade universitária, numa visão de longo prazo. E não por imposições ou conveniências externas ou equívocos internos.

A plenária se mostrou no mínimo cética quanto a um processo fomentado por um ministro da Educação que em duas visitas à Univasf em menos de um ano gerou cenários de autoritarismo, truculência e bloqueio da comunidade universitária, em especial no que tange aos estudantes. Houve ponderações sobre o risco da expansão se tornar INFLAÇÃO de campus, inchando nossa estrutura.

Outra preocupação dos presentes foi que em outros movimentos de expansão da Univasf, com acertos e erros, imposições e negociações, havia ao menos um marco institucional ou legal nacional, o que não consta da conjuntura atual.

A principal preocupação exposta diz respeito às pautas ligadas às condições de trabalho em cada um dos seis campi da Univasf durante a greve docente de 2016, em 122  pontos no total. Estas propostas foram sistematizadas nas assembleias de greve, a partir dos trabalhos dos comandos docentes locais, no final do ano passado. Foram retomadas em negociação com a reitoria em fevereiro deste ano e com prazo ATÉ 31 de maio para resposta da mesma. Logo, antes de se falar em novos campi, por lógica e coerência, é preciso respostas e encaminhamentos para os pontos já apresentados para os campi de Paulo Afonso, São Raimundo Nonato, Ciências Agrárias, Senhor do Bonfim, Petrolina e Juazeiro.

A assembleia também aprovou como pré-condição para iniciar um processo consequente de expansão, a viabilização do bloco de propostas de cinco eixos exposto hoje por um grupo de professores do campus Petrolina: 1. Projeto Jovem Doutor: garantir recurso para contemplar 70% dos jovens doutores da Universidade; 2. Mestrados. Ampliar em 40% o número de bolsas; 3. Pesquisa. Abrir linha de financiamento específica que contemplem os interesses dos dois programas com melhores condições de alcançarem o doutorado e ampliação em 40% das bolsas de Iniciação Científica para os anos de 2018/2019; 4. Manutenção dos projetos de extensão e do PIBID em funcionamento com financiamento para continuidade dos projetos 2018/2019; 5. O aumento dos recursos para o Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) na ordem de 20% na Matriz Orçamentária. Acrescentou-se que uma abertura de negociação deve contar, além de Reitoria e MEC, com um representante escolhida dentro do CONUNI de cada um dos três segmentos (estudantes, técnicos e professores), com a definição de metas claras e orgânicas ao papel da Univasf.

Neste sentido, também por consenso se deliberou por fazer uma consulta ao colegiado de Engenharia da Produção (campus Juazeiro), solicitando um parecer sobre a adequação da matriz curricular do novo curso de Engenharia da Produção proposto. Este foi um momento de calorosas intervenções na plenária, na medida em que se colocou a proposta em curso de fazer o curso funcionar com onze professores apenas e com carga horária inicial docente mínima de 150 horas! Por consenso foi aprovado que quaisquer futuros colegas em quaisquer campi têm os mesmos direitos, devendo vigorar a isonomia em todos os planos, em especial no que tange à carga horária, a partir da referência de 120h. Também se manifestou preocupação quanto à necessidade urgente da existência de mais cursos nas áreas de Humanas, Educação e licenciaturas. E como esta lacuna não tem sido priorizada após uma década de universidade.

Um relato ampliado destes e outros encaminhamentos – como a apresentação do novo advogado da SindUnivasf, Daniel Besarria ou sobre obstáculos à realização de uma jornada estudantil em apoio à reforma agrária semana passada, no campus Petrolina – serão publicados nas próximas horas.

E AVANTE! RUMO À GREVE GERAL DE 28 DE ABRIL.

SÓ A LUTA MUDA A VIDA!

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