NOTA SOBRE DEFLAGRAÇÃO DA GREVE DOS DOCENTES DA UNIVASF

Desde 2012 que os professores da Univasf, através de sua Seção Sindical (SindUnivasf) está em estado de greve, reivindicando mais investimentos para melhores condições de trabalho (ensino, pesquisa e extensão), carreira justa e reposições de perdas salariais. Até 2015, por meio de debates, assembleias, panfletagens, congressos, paralisações, prosseguimos com estas reivindicações, novamente integrando uma greve nacional da educação. Após o golpe parlamentar que permitiu a ascensão do governo Temer, foi acelerado e intensificado os ataques aos direitos não apenas no âmbito das universidades ou da educação, mas dos próprios direitos sociais dos trabalhadores e da população em geral. São alarmantes algumas medidas proposta como:

– PEC – Proposta de Emenda Constitucional que congela as despesas do Governo Federal, por 20 anos, corrigidas no máximo pela inflação com impactos devastadores nos serviços públicos e sobremaneira sobre os investimentos em saúde e educação, além de ter efeitos deletérios sobre o poder aquisitivo real do salário mínimo;

– A (contra)reforma do ensino médio, arbitrariamente imposta por Medida Provisória, que ignora a comunidade de educadores, professores, pesquisadores e principalmente estudantes no acesso irrestrito ao patrimônio educacional representado pelas áreas de Artes, Educação Física, Sociologia e Filosofia, negando também toda uma discussão acumulada no Conselho Nacional de Educação. Todas as pessoas devem ter seu direito de acesso à educação da melhor qualidade, laica, gratuita e pública!;

– Redução e abandono da área de ciência e tecnologia, seja por meio da extinção do Ministério de Ciência e Tecnologia, seja pelos cortes na manutenção mínima nos investimentos da pesquisa, em particular as bolsas. Destas, as bolsas de iniciação científica desempenham um papel importante no desenvolvimento e investimento no talento dos estudantes como também contribui para sua permanência na universidade. Em pleno século XXI, um governo ilegítimo pode lançar o Brasil em patamares de profundos atrasos do ponto de vista científico e do desenvolvimento tecnológico;

– Anúncio de Reformas Previdenciária e Trabalhista não para melhorar nosso acesso aos direitos, mas para torná-los ainda mais difíceis, vulneráveis ou mesmo extintos. Os aposentados e aposentadas serão particularmente prejudicados;

Diante te tal quadro, as Assembleias dos Professores da Univasf, organizadas pela SindUnivasf, tem ao longo de 2016 avaliado que a sociedade está reagindo fortemente a tais iniciativas do Governo Federal, antes e particularmente após o golpe parlamentar. Assim sendo, a partir da assembleia de 11/10/2016, @s docentes da Univasf vem considerando a deflagração de uma greve em nossa instituição, certamente por uma pauta interna – dada as demandas de cada campus – mas principalmente considerando a deflagração de uma greve geral nacional (com trabalhadores e sindicatos quer do setor público como privado). Assim, foi definido que a data-limite para deflagração de greve de professores na Univasf seria 9/11. Em 18/10, em assembleia no campus Petrolina, foi definido que até lá faríamos um dia de paralisação por semana, sempre realizando assembleia com avaliação da manutenção do dia 9/11 ou sua antecipação.

Na assembleia de 3/11/2016, a plenária deliberou antecipar a deflagração da greve (que estava prevista para o dia 9/11), por tempo determinado. Além da greve imediata acordou-se em prosseguir com o movimento de acompanhar as paralisações nacionais de 11 e 25 de novembro. Diante do aumento da resistência aos propósitos regressistas e retrógrados em curso do governo federal e no legislativo, houve um entendimento que o atual cenário urge por ações que visem criar e ampliar a pressão imediata contra o retrocesso, sobretudo quanto a PEC 241 (agora, PEC 55).

Nesse sentido, a principal pauta da greve está associada a PEC e tem como prazo de término a oficialização dessa Proposta nas instâncias do Governo Federal.

Cada dia mais escolas e instituições de ensino superior estão ocupadas e mobilizadas, mais e mais universidades indicam greve e se fortalece a grande mobilização nacional para o dia 11 de novembro.

Nenhum direito a menos. Pelo futuro do país, da educação e da Univasf que nós lutamos.

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